Com ódio do amor

Ódio dos casais apaixonados, dos filmes e novelas de amor, dos beijos, demonstrações de carinho e das canções de amor. Quando não o tenho, quando não posso acessá-lo, é aí que se apresenta em todos os lugares e em todos os momentos.

O pior é que é tão atraente, não paro de desejá-lo, não me lembro quanto tempo faz da última vez que beijei e olhei nos olhos de alguém que com a mesma intensidade olhou nos meus, nunca mais transei com alguém que sentisse tamanha conexão que cada movimento, toque, som, e até mesmo o ar quente de sua respiração me fizesse transcender, machucar e renascer. Saudade do tempo em que a presença, mesmo no silêncio era capaz de transformar qualquer lugar e trazer paz.

Okay, chame-me de idealista, não será a primeira vez nem a última, mas o amor que quero encontrar é aquele que abraços se tornam espirituais, que o olhar alcança a alma e balança o peito, se não, prefiro estar sozinho. Sempre fui o cara esquisito, mas antes me continha, agora não, agora se possível quero sentir o cheiro, quero abraçar forte, quero olhar lentamente cada detalhe do seu corpo, seja a pele entre seus dedos, o formato de sua orelha, suas dobras cada centímetro de seu corpo e sentir a textura única de sua pele.

O meu temor é que tal pessoa, tão aceitativa de minhas esquisitices e simpatizante de meu romantismo, só exista na minha imaginação. Pois que seja, ao menos assim, mesmo que ainda na minha imaginação ao menos me dá esperanças de um dia encontrá-la, e dessa esperança continuo em movimento.